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Poema 0538 - Hoje e meu passado



Hoje busquei meus ventos distantes,
abracei antigas lembranças,
corri um tanto da morte que rondava meu amor,
foi inesperado, sem palavras calei a razão.

Tenho medo do impreciso, não sentia fome,
é como um riso que pára no meio da boca,
vi quão sou fraco ou meu amor,
não acredito em morte, não quando amo.

Hoje busquei minhas saudades de amor,
encontrei montanhas de passados sem razões,
voei sobre uma vida que não conhecia,
acreditei noutros amores que não foram amores.

Deixo aqui meu ódio enterrado entre folhagens velhas,
que o sol queime junto com desejos falsos,
quero morto um tal destino que não segui,
fruto da insônia que um dia não me foi preservado.

Hoje busquei minhas horas, meus dias, os amores,
fiz um novo rito, abri minhas janelas, escancarei as portas,
lúcida e brilhante como sol, a tranqüilidade não passou,
despertei, entre meus braços nenhum vazio, apenas calor.

19/12/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/12/2005
Código do texto: T88237
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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