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Poema 0540 - Cortina do tempo



 
Levantou a cortina do tempo, hora de sair de cena,
posso ir por qualquer caminho, talvez livre,
não vi lua e é madrugada, não vi sol e é dia,
deixei a corda subir por entre meus braços,
sou apenas um pano vermelho esticado no palco.
 
Quero me sentir vivo, pelo menos neste dia,
não sou nada de especial apenas um aparelho,
para outros sou luz, não me vejo brilhante,
tem dias que me sinto sobras de letras,
somente alguns rascunhos no fundo da gaveta.
 
Existe um mistério entre minhas mãos e a mente,
um laço que prende minha alma às letras,
nas noites meus sonhos voam por um buraco no telhado,
liberto das obrigações, sigo entre estrelas,
é só um sonho, mas real ao meu pobre sentir.
 
Abandonarei todos os meus versos, farei novos,
deitarei na areia quente até sentir minha alma queimar,
sacudirei as ondas deste velho mar até que vaze,
colocarei meu coração em uma pequena vitrine,
preciso vendê-lo, entregá-lo a um amor maior que eu.
 
Preciso renascer urgente, ainda esta noite,
enquanto a cortina do tempo está no alto,
tenho um espaço livre para voar, mas não asas,
viajarei montado em meus sonhos de amor,
até um país colorido chamado felicidade.
 
20/12/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 20/12/2005
Reeditado em 20/12/2005
Código do texto: T88566
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas