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Eclípse lunar

Hoje mais uma vez,
por motivos ainda não bem claros,
nossos caminhos vão se cruzar
e mesmo que por alguns instantes
apesar de tão distantes,
eu poderei te tocar.

Tu me acompanhas desde menino,
as vezes cheia as vezes sorrindo,
outras sumindo.

Tua luz embora fria,
ilumina meu caminho,
que de noite vou seguindo,
muitas vezes tão sozinho.

Embora tu tenhas vários disfarces,
gosto de ti assim,
cheia, redonda e nua,
te deram muitos nomes,
mas pra mim teu nome é Lua.

Tu conheces meus segredos,
meus beijos e meus desejos,
meus encontros proíbidos,
de que tanto tive medo,
por alguém ser perseguido.

Mas apenas tu, conheces minha estrada,
que por ti iluminada se torna mais segura,
Tal qual a minha amante,
teu rosto é tão brilhante,
e tua beleza é tão pura.

E hoje, apesar de distante,
me torno um gigante,
e sobre tua branca pele
jogo minha sombra escura.

Mas quando estiveres coberta,
não sintas medo nem frio,
estarei daqui te olhando,
nesse universo vazio.

Que passe logo esse momento,
e levada pelo tempo,
se retire minha sombra,
e que teu brilho volte forte
iluminando minha vida,
que sem ti, seria morte.

Ullisses Salles 27.10.2004
Ullisses Salles
Enviado por Ullisses Salles em 27/12/2005
Reeditado em 09/02/2015
Código do texto: T90840
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ullisses Salles
Suíça, 40 anos
219 textos (69779 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:53)
Ullisses Salles