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Poema 0548 - Sem esperança


 
Esqueci meu tempo lá quando fui criança,
trouxe apenas um resto de sol nascente,
uma direção marcada nas linhas das mãos,
hoje já nem estas marcas tenho... apenas saudades!
 
Voltei ao passado e não vi esperança,
cresceu uma parte de mim sem futuro,
perdi um pouco da suavidade,
tentei não ser bruto, perdi para a fome.
 
Caminhei entre becos a vida inteira,
adiante sempre uma grande pedra,
nenhum sonho se realizou quando amanheceu,
não tenho terra para semear ou coração para amar.
 
Tentarei não perder minha sensibilidade,
viajarei qualquer dia ao futuro que desejo,
não sei como voar, se tenho asas, não tem vento,
como posso ir além dos sonhos se não tenho sono?
 
Sim, hoje me sinto triste, feio, aborrecido,
preciso de um pôr-do-sol no meu amanhã,
talvez uma paixão que me olhe com olhos de desejo,
aquela mulher com voz calma dizendo carinhos.
 
Não quero aumentar meus erros a cada passo que dou,
preciso saber por onde ir, por quem me apaixonar,
pouco a pouco consigo ler meus pensamentos,
talvez amanhã veja o sol, quem sabe estarei vivo!

27/12/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 27/12/2005
Código do texto: T90850
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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