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O AMOR É UMA FORMIGA

Houve um dia
em que, ingênua,
acreditei que o Amor 
querendo, tudo podia.
Descobri, assim surpresa,
que , bem diferente
daquilo que pensava,
trabalhava o talzinho,
sem parar, persistente,
sem descanso batalhava
cada centavo do salário
que ele necessitava.
Que surpresa ver que o Amor, 
antes Todo-Poderoso,
era algo de formiga,
operário laborioso,
cujo único salário,
pagamento e riqueza
era manter-se vivo,
companheiro, cúmplice,
estado puro da Beleza.
Formiga sobre um barbante,
escorregando pelo fio, 
lidando por nos fazer amantes,
amigos em pleno cio.
Houve um dia
em que acreditei
que o Amor, 
bastando o desejo,tudo podia.
Hoje vejo o engano:
o Amor trabalha, incansável,
desvia de algumas paredes, 
move rios e montanhas
outras tantas explode,
e, assim, sem querer,
faz tudo, como se nada fora,
e, em nada fazendo,
faz o que quer
e o que pode.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 02/01/2006
Código do texto: T93427

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai

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