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Poema 0553 - Vida, começo do final



Começo minha vida pelo final,
despertando talvez bem depois da madrugada,
o tempo não foi meu inimigo, a pressa sim,
quero amar loucamente nesta noite que vem,
flutuar sobre o mar de amor, o mar meu...

Eu homem, sou uma construção, uma armadilha,
meus sonhos são floridos até amanhecer,
vem a luta, as constelações apagam no céu,
que céu é este? Que vida é a minha?
Sou um monumento mentiroso de alegria.

Perdão se meus olhos mentem felicidade,
meu champagne tem sal da espuma marinha,
das minhas poucas palavras mal ouço o som,
quero o desejo secreto, aquele mesmo do sonho,
onde em momento algum sou inverno.

Abro as portas de pedra deste meu coração maluco,
limpo os cantos dos restos que jamais senti,
raspei os rastros que pisaram deixando marcas,
curei algumas feridas que um dia machuquei,
espero o vento soprar para que apague o tempo.

Desenho estrelas nos sonhos, como noite passada,
tingi meu inverno de primavera, a neve de fogo,
fiz pegadas na terra coberta de flores amarelas,
andei suave de mãos dadas com a paixão,
a cabeça não acreditou, os sentimentos são mentiras.

Volto a sonhar no meu começo de vida,
onde anda a mulher que amo, onde está meu amor?
Tenho ainda paredes entre minhas vidas, todas,
meus sentimentos estão seguros em outros sonhos,
caminho agora amando, amado, sem promessas, caminho...

04/01/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 04/01/2006
Código do texto: T94247
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas