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A Última Flor

Sim, posso ter saído do meu jardim.
E ter procurado por aí afora outras fragâncias, talvez um perfume melhor.
Posso ter achado que estás passada, imaginando assim que queres ser podada e partir em paz.
Mas você se mantém forte e colorida, isso me confunde um bocado.
Seria eu precipitado?
Serei tão cego, a ponto de achar que está na hora de te excluir de meu jardim?
Não sei se posso te deixar, temo o fato de não saberes se cuidar sozinha. Pode não chover...
Sei que já és bem crescida, mas me sinto bem vendo-te no dia-a-dia.
E se eu te deixar? como ficarei? será que a consciência pesará?
Melhor não fazer...
Já que és minha última flor, te vigiarei até o desabrochar...
Edwin Ataíde
Enviado por Edwin Ataíde em 17/01/2006
Reeditado em 17/01/2006
Código do texto: T99904
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Sobre o autor
Edwin Ataíde
Santos - São Paulo - Brasil
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Edwin Ataíde