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Prossegue a Procissão

Na íngreme ladeira
Adoração, pedidos,
Ato de contrição...
Pecados camuflados,
Gestos envergonhados,
Nas promessas vãs...
Estátuas em pedra sabão,
Fazem parte do cenário.
Testemunhas do sofrimento,
Esculpidas na dor, lamento,
Da deformação, falta de dedos,
Nos pés e nas mãos...
Mesmo assim ele esculpia!
Arrastava-se de joelhos,
Pedindo que lhe amarrassem,
Martelo e cinzel nos punhos.
Obras com expressão da revolta...
Pobre escultor!
Deixou impressa sua marca.
O destino não satisfeito,
Deu ao artista a cegueira...
Antônio Francisco Lisboa,
“O Aleijadinho”
Que tanta escultura deixou,
Faleceu sozinho, por todos esquecido.
Prossegue a procissão rumo a matriz...

15/03/2006 12:36
Santos SP
Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 12/03/2006
Reeditado em 27/04/2011
Código do texto: T122284

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Santos - São Paulo - Brasil
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