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AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente


E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles têm.


E assim nas calhas de roda

Gira a entreter a razão

Este comboio de corda

Que se chama o coração.







(Fernado Pessoa)



MARIA OLIVA
Enviado por MARIA OLIVA em 31/05/2006
Código do texto: T166929
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Sobre a autora
MARIA OLIVA
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
64 textos (4600 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 19:26)