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Ao meu parceiro anônimo de poesia

Impregnaste-me como o perfume
Que uso diariamente no corpo inteiro
És parte de minha rotina, meu costume
E já nem sei se é meu ou teu, esse cheiro.

Às vezes não reconheço minhas poesias
Noutras, encontro-me nas tuas, me aproprio
Confundo nossas falas, creio que te plagio
E já nem sei se foi meu ou teu, aquele cio.

Te amo como se amam seres abstratos
Anjos, demônios, duendes, musas
Mas já não sei se eu te uso, ou tu me usas.

Temo revelar nosso anonimato
Nossos saldos, perdas, segredos
Mas jão não sei se é meu ou teu, esse medo.
Marilda Confortin
Enviado por Marilda Confortin em 19/08/2006
Código do texto: T220350

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Sobre a autora
Marilda Confortin
Curitiba - Paraná - Brasil
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Marilda Confortin