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Ao Mulungu do sertão

Descreve com breves notas
Dá vida a essas letras mortas
Com pranto e serenidade.
Esgotando teu sangue e calor,
Desenhando os versos;
Sejam em mares calmos ou de torpor,
Rabiscas com votos sinceros
Tudo que o rodeia...

Do solo cravejado pela dor,
Resplandece o nascer do sol sertanejo.
Este bravo, forte, compositor,
Pois tu faz música com palavras...
És ébrio do meu desejo!

Munlugu do sertão!
Poeta da seca! Faz chover poesias!
Brotam leveza e arte de tuas mãos...
No canto de um galo,
Concebes a triste e bela das sinfonias
Perfumando-as com teu suspiro...

Humberto Amorim
Enviado por Humberto Amorim em 05/09/2006
Código do texto: T233562

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Sobre o autor
Humberto Amorim
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Amorim