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A André Bordalo, assassinado no Rio de Janeiro

(A André Bordalo, assassinado no Rio de Janeiro)
 
 
Enormes blocos de cimento
Cortados pelo vento
Ladeiam o areal
como quadros, pincelados de gente
e gente
ali reside, copula e
veraneia, contente.
 
Em Copacabana, morre
o turista de Portugal, na praia,
estudante, engenheiro
aeroespacial
prostra-se de horror a areia
ferida no branco do lençol
 
 
Continua serena, a manhã
como serena é a sombra,
oculta,
no vício e desdém
mas prenhe na determinação
            tumula
da mochila e do haver
de alguém
 
Crava-se a morte na faca
que a transporta ao pulmão
 
Como é cara a vida
e tão barata
que se desprende no apunhalar
da mão
 
Contínua, serena, amanhã...
 
 
Luís Monteiro da Cunha
Maia, Portugal
2006-08-16
Luís Monteiro da Cunha
Enviado por Luís Monteiro da Cunha em 06/09/2006
Código do texto: T234156

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Sobre o autor
Luís Monteiro da Cunha
Portugal, 54 anos
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Luís Monteiro da Cunha