Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

"Sonho Inacabado"

És aquele que me olha e não me vê
Ou o que anseias-me com teu sofrer
O que de noite rí sob sombra lunar
De dia acalentas luz em teu poder.

Longe e ávido esvai-te em belo canto
Rimas com encanto vento e calmaria
Em sonoras lêtras escreves: pranto!
Esqueces sutilmente que logo será dia.

Como podeis acordar à revelia...
Não há versos nem mais sonetos
Bebes então pelos meus quartetos
Tua eterna criança em rebeldia.

Sabes bem quão distante estamos
Embebedados seguimos em covardia
E rompemos ante quaisquer planos
Para a sedução covarde que extasia.

Nossa a valentia, não existe idade
Basta um copo, cerveja e a boemia
Juntas nesta mesa a loucura e a saudade
E nós maduros e 'sêcos', mas em sintonia.

É madrugada e soltaram os cães de guarda
Mas não temos nenhuma razão em temer
Sempre soubeste ansioso que sou uma fada
E você dôce e meigo menino querendo ver.

A Lua dizendo adeus por ora vai embora
Sol bate forte caindo na cama e anuncia
Teu ôlho verde magnífico me extasia agora
Mergulhando vamos ao abraço da manhã fria.

Acordas suave e rindo como lôuco tôdo suado
Ficas sob meu mimo casto e depois se levanta
Recordas algumas passagens e do sonho afogado
Lindo me beijas em pensamento e na garganta.
Debora F
Enviado por Debora F em 29/09/2006
Reeditado em 04/10/2006
Código do texto: T252363

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Debora F
Arco-Íris - São Paulo - Brasil
106 textos (4533 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 16:07)
Debora F