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Mulher de Papel


O papel é uma fêmea submissa

A tinta da caneta são todas as carícias

Ela não delira nem se atira

Mesmo assim é cheia de malícia

Essa fêmea não procria

Nem se alia aos dedos de mão qualquer

E aguarda gametas que lhe dêem sentido

É quando descobre o poema escrito

E lhe chama de filho
Ritual
Enviado por Ritual em 18/10/2006
Código do texto: T267870
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Sobre o autor
Ritual
São Paulo - São Paulo - Brasil
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