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AS PEDRAS / PEDRAS LASCADAS

Inspirada no verso

de

CORA CORALINA

 

 "Com as pedras que atiraram em mim construí meu castelo"

 

AS PEDRAS

Rosa Magaly Guimarães Lucas

- Eire

 

As pedras que contra mim atiraram,

Não me feriram nem fizeram mal,

Cortaram as mãos daqueles que a jogaram,

Para dizer da atitude boçal.

 

 

O tempo passou e elas lá ficaram

Na poeira, poça d’água e lamaçal...

As mãos feridas pra sempre ficaram

Com feia cicatriz cicatriz como sinal.

 

Seguindo pela vida sossegada,

Olhos brilhantes, lábios a sorrir,

Mostrando que a atitude abrutalhada

 

De nada vale senão diminuir

A quem dela faz uso... E vergastada

Por sua própria maldade, sucumbir.

 

Jacaraípe, Serra, E. Santo, 06/06/de 2005.

Midi: Contigo Aprendi, mid

 

&

 

PEDRAS LASCADAS

zelisa camargo

Um divagar para Cora Coralina

 

Pedras lascadas pelo tempo que se esvai

num mundo de desamor,

de incompreensões.

De silêncios ao passar pelas ruas

tortas e rotos rostos a me olhar

com desdém e desprezo,

mas mesmo assim caminhava levando

a minha vida livre e inspirada pela

natureza compondo meus poemas,

simples palavras que juntadas,

um dia foram recolhidas pelo

tempo do amor.

Muito caminhei em ruas desalinhas,

com pedras cortadas por ignorância

de uma gente que nada entendia de

liberdade d'alma e grandeza de um ser,

que mesmo com sua simplicidade

deixou palavras que se imortalizaram.

As pedras em desalinhos foram

a força que me deram para minha

caminhada.

Fortaleceram meus dias, meu peregrinar

pelas ruas tortas por onde andei

carregando meu fardo de mulher

guerreira que era, mesmo pequena,

mas de uma força que só a natureza

sabe explicar.

Pedras...

O que seria do mundo se não fossem as Pedras.

Mesmo as jogadas em nós.

Mas sem elas nada daríamos conta de construir.

Casas, barracos ou choupanas.

Edifícios com sua grandiosidade,

carregando cada um sua arquitetura

e minhas pedras lascadas

fizeram de uma simples mortal

folhas que caminham o mundo,

deixando em cada esquina uma palavra,

uma sabedoria vivenciada,

um amor em cada verso.

As pedras que me edificaram

eu as levarei dentro do meu coração

em agradecimento a todos

que fizeram de mim

o que ainda sou e sempre serei.

Uma pequena menina que um

dia se tornou imortal

nesse mundo dos mortais.

 

zelisa camargo

05.06.05

02.59
ZEL
Enviado por ZEL em 09/07/2005
Código do texto: T32566
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Sobre a autora
ZEL
Aparecida de Goiânia - Goiás - Brasil, 69 anos
311 textos (33940 leituras)
8 e-livros (803 leituras)
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