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ACORDES DE UM BANDOLIN

 Nadir A D'Onofrio

Homenagem Póstuma


Hoje em minha varanda,
ouvindo doces acordes de um bandolim...
Lembrei-me de você
a nostalgia, tomou conta de mim...

Todas as  tardes eu o esperava,
ansiava pela tua chegada.
Ao vê-lo apontar na esquina deserta,
meu semblante, de alegria transbordava...

Sua roupa, chinelo, para o banho eu levava,
depois, todo limpo e perfumado.
Chamava-me dizendo.
DI...venha cá...cadê meu abraço?

Ahhh...eu toda dengosa,
para teus braços corria...
Com beijos, teu rosto cobria.
você, era tudo o que eu mais queria!

O que eu gostava mesmo...
era logo após o jantar.
Quando sentada, no degrau da varanda,
embevecida eu ouvia dedilhar, seu bandolim!

Quantas vezes você teve que afina-lo...
Só por quê durante o dia, eu cismava de imitá-lo.
E com isso desafinava
o instrumento que você tanto gostava...

Apesar do ciúme que tinha,
do seu  querido bandolim...
Nunca disse-me, que eu não deveria mexer ali.
com você, eu podia fazer tudo que quisesse...

Até as cordas eu soltava!
Você com toda paciência as recolocava.
Hoje, que você aqui já não está.
fico à conjeturar..

Você homem do campo...
Simples, rude que nunca teve estudo.
No entanto, tocava tão bem...
Piston e bandolim...

Comparo-te á um cristal bruto!
Se pudesse ter sido lapidado!
Sem duvida alguma, teria sido...
Um grande instrumentista... meu querido PAI!

14/07/2004
Santos SP
Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 02/02/2005
Reeditado em 28/04/2011
Código do texto: T3328

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Santos - São Paulo - Brasil
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