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Literatura em Versos - Modernismo

Sinto tua fragrância mesmo longe,
Esse odor é o mesmo de Tarsila
Este teu olhar é forte,
É revolucionário,
É Patrícia Galvão,
É Pagu
Tua face tem o brilho do luar
Que me ilumina quando leio Macunaíma
Estou contigo mesmo entre Mário e Oswald
Sinto tua falta mesmo confabulando com Fernando Pessoa
Ou Alberto Caeiro
Ou Álvaro de Campos
Ou Ricardo Reis
Te quero menina, mesmo querendo Anita,
Mesmo encontrando Brecheret
Até se me insultar José Régio, não a esquecerei
Teu sorriso me contagia,
Como me contagia a poesia,
Como me contagia Drummond
Mulher culta e bela
Mesmo que eu não queira
Sei que és amiga de Euclides da Cunha
Tenho saudades de ti, mulher formosa
Espero revê-la, assim como vejo as Estrelas de Clarice Lispector
Assim como a Literatura me conquistou,
Vossa mercê, beldade minha, encantadora mulher, me deixou a harmonia dos versos
Não a esquecerei, como não esquecerei de Lima Barreto e Graça Aranha
Sou seu admirador como o sou de Manuel Bandeira,
Mas não com tanta intensidade e delicadeza
Como tens em teu sorriso
Estrela minha, estrela D'Alva
Fonte de inspiração para Augusto dos Anjos
Tu és bela, bela como o crepúsculo da manhã
Pintado por Di Cavalcanti
 Sou muito grato a ti,
A tua simpatia,
A tua compreensão,
A tua amizade
Vossa mercê tem muitos admiradores:
Mário de Sá-Carneiro manda-lhe abraços,
Almada Negreiros me disse que nunca a esqueceu,
Luis de Montalvor aguarda tua visita,
Florbela tem saudade de ti,
Casais Monteiro lhe é grato até o fim,
Villa-Lobos toca com a Osquestra de Querubins
Há uma gota de sangue em cada poema que Graciliano Ramos escreve
Sem sua magnífica presença
Menotti del Picchia conta-me com emoção quando a conheceu pequenina
Todos lembram de ti, porque tu és especial
Teus gestos, tua meiguice, teu modo, teu viver carismático...
Todos te querem amiga e cúmplice,
Até mesmo Alcântara Machado
Desde o Pré, o Modernismo e o Pós,
Tu és inesquecível!!!
Vossa mercê passa pela nossa vida e deixa-nos uma semente de paz, rebeldia e saudade
Muita saudade como deixou em Cassiano Ricardo
Desde Lisboa a São Paulo
Até lendo Orpheu ou Presença
É em tua benevolência que estou pensando
Jorge Amado morreu triste por não conhecê-la
O que seria do Modernismo sem o teu toque refinado,
Sem esse toque mágico de uma fada real,
Não no Realismo,
Mas no Modernismo,
No meu pensamento,
No pensamento de todos por onde teu olhar passa.
K Lorca
Enviado por K Lorca em 19/09/2005
Reeditado em 22/01/2013
Código do texto: T51942
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
K Lorca
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
105 textos (9927 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 16:53)