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VELHA SAMPA QUE SAUDADE ME DÁ

VELHA SAMPA QUE SAUDADE ME DÁ
Marcial Salaverry

Olhando suas ruas congestionadas,
as pessoas caminhando estressadas,
essa quase interminável loucura,
lembro com saudade e ternura
de como era a vida antigamente...
Vivia-se mais simplesmente,
mas vivia-se com prazer...
São Paulo das serenatas,
quando trovadores em alegres cantatas,
declaravam seu amor para moçoilas enamoradas...
Havia espaço para brincadeiras de rua,
para românticos passeios à luz da lua...
Havia mais vida, mais romantismo,
e muito menos perigos e cinismo...
Dos velhos bondes, quem se lembra?
Como era gostoso tomar o bonde andando,
e logo saltar quando o cobrador vinha chegando,
com sua velha cantilena do seu eterno “dim-dim,
um pra Light e dois pra mim”...
Os velhos bondes camarão...
Lembrar disso tudo, dá um aperto no coração...
Como era gostoso viajar de trem...
Agora, é só lembrança de alguém...
De alguém que olha e lamenta,
não entendendo como se aguenta,
desta maneira viver...
Mas para o passado, não se pode retroceder...




Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 06/11/2005
Código do texto: T68067
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19847 textos (1962163 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 06:42)
Marcial Salaverry