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Qual brisa que me toca os olhos,
fazendo com que os feche,
teu toque que me afaga,
teu toque me assusta!
É tão súbita a tua vinda,
que a alegria que me provoca,
tira de dentro de meu peito,
um descompasso!
E se me descomponho,
é por falta de tato
-ao contato de sua presença!
És tão nova e desconhecida,
tão misteriosamente amiga,
que me sinto recolhido em seus braços;
e no teu abraço tão forte e amigo,
eu me aninho, e como se tivesse algum direito
em teu peito,
em meio a sorrisos,
adormeço!
Que visão linda quando desperto,
e vejo que me olhas com estes teus olhos lindos,
-estes olhos azuis de céu sem nuvens...
de imensidão de mar sem vagas...
Quando, num piscar de olhos, você some,
entre os movimentos de minhas palpebras,
sinto uma paz,
pulsando dentro de mim, bem lá dentro,
como se estivesse sempre ali, dentro de mim adormecida!
Se me engano, e teus olhos são verdes como as pladarias,
nem me irrita tal erro:
Trazes o verdume de esperanças,
que me renovam as forças,
que me tornam criança,
que me impulsionam a caminhada,
a outras plagas, e outras plagas, e outras plagas após!

07/10/2005
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 15/11/2005
Reeditado em 15/11/2005
Código do texto: T71979
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
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