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Quietude

      Quietude
     
     Como se fôra ultima taça,
     Degustar o tempo que resta,
     Sorver a vida sem pressa,
     Como o mais raro vinho da festa.
     
     Olhar quem te abraça,
     como se estivesses a bordo
     de imensa nau que se afasta
     do porto,e num acordo
     com o tempo que passa,
     contemplar um pouco
     da vida os vagalhões
     que te arrastam.
     Para onde?
     Não importa.
     Importa deixar-se levar
     ao capricho do mar...
     Cultivar a calma, o riso, a prece,
     como quem joga âncora,
     esperança que não fenece,
     Paz de quem sabe,
     que a vida , não cabe
     apenas no porto..
     Mas,no porto é preciso
     Olhar calmamente,
     enamoradamente,
     a violeta, o pássaro,a terra,
     Contemplar a vida sem pressa,
     nela mergulhar
     como em fluido espaço
     manso riacho,
     de musicais odores,
     rios de cores..
     E na terra como no mar,
     Ouvir o canto de Deus ,expresso
     nos olhos de cada ser, amor confesso,
     amor assumido,
     mar infinito,
     ternura imensa que eu fito
     enamorada de Deus.
      E nessa ternura me lanço,
      sem medo avanço
      e faço silenciar
      os sentidos meus.
             Pois,
     È preciso
     Ser escuta, silêncio
     porque no compasso
     da vida que flui e converge,
     Deus nos envolve,
     e a paz nos devolve.
    terezinha souza .  teca
   
Teca
Enviado por Teca em 05/03/2006
Código do texto: T119229

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Sobre a autora
Teca
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil
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