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QUANDO A POESIA SE AUSENTA

Não há poesia
No riso frouxo dos ricos
No adeus aflito do suicida
Na vida escassa do escravo
No navio que se finda no mar
Na mão estendida da criança sem lar
   (Embora a poesia, neste caso, esteja oculta atrás dos seus olhos famintos, do sorriso não dado, da ausência da infância que não conheceu)

Não há poesia
Na ânsia assassina do tirano
No ato insano do homem-bomba
No revide
Na vingança
Na gula do império americano
Nas crianças assassinadas naquela escola russa

A poesia às vezes sem ausenta
Não sei em que raios parte
Em que planeta se esconde
Onde vai parar
Nestas horas imensas
Quando a humanidade também falta
Quando tudo mata e o coração sangra
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 26/06/2006
Reeditado em 26/06/2006
Código do texto: T182792

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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