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FELICIDADE

FELICIDADE

 DIANA LIMA


    Certo dia, perguntei à felicidade
    Onde andas, foges de mim, que saudade
    Ela sussurrou apressada,
    Convém buscar-me no que clamas
    Transformar-se no que você ama
    Apertei os passos, peito em ardor
    Tentei detê-la, sangrando de dor,
    Qual o caminho do Amor,
    Fiz a pergunta, afinal
    Dê o melhor de si,
    É o melhor caminho para ser feliz
    Me conduza, por favor, mostre-me meu melhor
    Isto não, respondeu com pena de mim
    Não terás mérito, não é assim,
    Posso apenas te apontar o caminho
    Seguí-lo, depende da mensura do amor, carinho
    Que está escondido dentro de ti,
    E, que precisa, tão só descobrir
    Fechei os olhos, em introspecção
    Vibrei então, em meditação
    Felicidade  à frente, cantando o amor
    Coração já mais relaxado, sereno
    Mostrou-me a felicidade, os sorrisos que guardei
    A emoção, as lágrimas que não chorei,
    Os carinhos que economizei,
    Palavras, carinhos, afetos
    Tudo lá dentro, como um feto
    Esperando oportunidade da Luz
    Oportunidades que me ofereceram a vida
    Que passaram despercebidas
    Pensei, a felicidade é medida em ação
    É proporcional sempre em relação
    Ao tamanho do coração
    Ao que fizer ou deixar de fazer ao irmão,
    A alegria deste irmão, pode às vezes começar
    No sorriso que lhe endereçar
    Mas, principalmente, se eu desejar lhe ofertar
    Felicidade ainda adiante, passeia,
    A exibir-se, comunicar-se, eloquente
    Vira-se, olha-me de frente
    Perturbada, vestida em culpa e dor,
    Não consigo fitá-la, descem lágrimas de falta de amor
    Sigo teus passos, aspiro ser feliz
    Não a perco de vista, e ela me diz
    Dispa-se de complexos, aspire liberdade,
    Entre em processo de reparação,
    Dos danos, causados ao teu irmão
    Seja humilde, renove o coração
    Não lamente o que passou, chega de dor
    Dê-me as mãos, faça valer,
    O brilho do sol, o anoitecer
    Mas, quando não puder ser,
    O Céu em chuvas se derramar,
    Busque somente a razão, em suave meditação
    Medite na colheita farta, nas flores à deleitar
    Narinas sãs, e hás de me encontrar
    Na beleza do campo, nas flores que surgirão,
    No jardim de tua vida, que diz
    Já podes descansar, seja FELIZ


   ITANHAÉM/SP, 24/10/2003
Diana Lima
Enviado por Diana Lima em 03/06/2005
Código do texto: T21873
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Sobre a autora
Diana Lima
Santo André - São Paulo - Brasil
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