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No fim da morte, a ida persiste e o silêncio é tanto.

Meu silêncio não respondeu por mim
Por que os meus dias são tão ruins?
Mais logo saberei o que é o fim
Se a vida permitir, que seja assim.

E quem mais verá a morte
Não temerá na alma o imenso corte
De ter que se calar pelo porte
Pra não perder o dia de sorte.

Será egoísmo querer perder a vida.
Não ter zelo pela chegada ou pela ida,
Ter que perder o gosto da mulher querida
E com o silêncio permanecer na dúvida.

Não me culpe pelo meu deserto triste
É que por duas vezes tu partiste
Não pensaste em que meu coração feriste
Quando na dúvida agora persiste.

Vai agora e chore em pranto
Pois amor não há espanto.
Edmir Junior
Enviado por Edmir Junior em 19/08/2006
Código do texto: T220363
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Sobre o autor
Edmir Junior
Juripiranga - Paraíba - Brasil, 30 anos
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Edmir Junior