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Nem Guernica, nem Faluja

Não a ignomínia humana feroz,
Dos predadores senhores das guerras.

Não aos algozes exércitos,
Sem sombra, sem luz, e de crueldade atroz.

Não aos excluídos, famintos,
Pobres em vida e de cruz.

Não a ganância do ter,
Sobrepujando a beleza do ser.

Imaginemos um mundo de luz,
Sem insurgentes ou resistentes,
Sem opressores ou oprimidos,
Sem opressores ou oprimidos,
Sem vencedores ou vencidos.

Sonhemos um mundo,
Simplesmente sonhemos.

Um dia alcançaremos.

(Sentimento, escrito durante o bombardeio da cidade de Faluja, Iraque, lembrando também o de Guernica-Espanha, tão bem retratado por Picasso)
Dezembro 2004
Carlos Marinho
Carlos Marinho
Enviado por Carlos Marinho em 21/12/2005
Código do texto: T89019
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Sobre o autor
Carlos Marinho
Olinda - Pernambuco - Brasil, 66 anos
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Carlos Marinho