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Logo ao lado

A caixa, onde jaz teu corpo perolado,
Onde jaz também o meu, logo ao teu lado,
Toca aquela minha canção noturna,
A urna de ninar meu triste eu –
Um bebê que chora a tua falta,
Um velho que pranteia quem morreu...

Traz, minha casa acrílica, quase acústica,
Minha caixa lírica de música,
Teu poema escrito no marulho
Que ondas muitas fazem quando dançam,
E é em teu mar sem rumo onde plantam
As minhas lágrimas saudades tuas...

Em minha pequena concha salvarei
Tanto o teu mar, tanto o pranto que chorei,
Para que a canção que entoas sempre embale
As ondas do oceano que criei.

04 de março de 2006
Teco Sodré
Enviado por Teco Sodré em 06/03/2006
Código do texto: T119461

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Sobre o autor
Teco Sodré
Salvador - Bahia - Brasil, 38 anos
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