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HOMEM MADURO

Ele chegou, sorrateiro, indolente,
Subtraindo-me, do peito, o ar,
Fez meu sangue circular lentamente,
Fervendo com o fogo do seu olhar.

Fez minha face de mocinha corar,
Embevecida, até perdi o recato,
E passei a conjugar o verbo amar
Alterando o meu viver pacato.

Mergulhei num sonho bom, puro,
Num mundo de grande esplendor,
Nos braços do homem maduro
Que foi meu primeiro amor.

E foram momentos loucos, vorazes,
Com explosões de luzes e cores
Vividos na tenda de onírico oásis
Cercado de frutos e muitas flores.

Depois veio a tristeza, a melancolia,
No chão, espalhados, ficaram os sete véus,
Na minha mão, a jóia de grande valia,
A saudade em prece aos céus.

21/02/04.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 20/04/2005
Código do texto: T12186

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão