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Morro de saudade
nada há que me console
poema algum que a lave
palavra alguma que role

tanta dor de ti silente
dentro da minha clausura
vibrante seta que fura
minha alma transparente

que neste silêncio grita
ais de mim e de lonjura
que partem de mim segura

se com a tua se encontra
se aos teus abraços se lança
como fonte de água pura.


Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 03/04/2006
Reeditado em 11/09/2006
Código do texto: T133279
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
1238 textos (130524 leituras)
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9 e-livros (5156 leituras)
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Maria Petronilho

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