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Manhã Escura

Mas logo desperto, o manto das estrelas é recolhido...
Fez-se dia, mas um sem te sentir, ter sentido!

Escute manhã, ilumine os quartos da cidade
mas não revele a escuridão dessa vontade!
Não exploda as lembranças dos gemidos
trazendo volúpia na minha saudade...

Cobiço beijos que em seus lábios, ainda estão
e risos soltos, meu capricho de adoração
Mas não posso me esbaldar em seu ser
pois não tenho mais seus olhos de querer
só um vasto, sem a flor de comoção...

Então, passe manhã escura, sem ternura!
estou sem o sereno da sua beleza, nem isso sequer
Nada mais que me faça a chamar de minha mulher...

E a luz se vai, cubro-me no manto estrelado
Seus gemidos ficam agora, abstraídos
fazendo leito no meu desejo de seu cacheado...
Mas logo desperto, o manto das estrelas é recolhido...
Fez-se dia, mas um sem te sentir, ter sentido!
...
Augusto Sapienza
Enviado por Augusto Sapienza em 05/06/2006
Código do texto: T170003

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Sobre o autor
Augusto Sapienza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
52 textos (2158 leituras)
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