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DIAS

Dias assim me fazem lembrar
um braço de mar
de um outro lugar
Pés na beira d'eira
gaivotas planando no ar

Dias assim me contam de mim
trazem pros olhos retratos do Eu
E as cirandas que ecoam em meu cantar
me fazem lembrar
um outro lugar
de um braço de mar

Cores que esse dia traz
trazem mais que flores de dias atras
trazem os sabores de outras falas tais
trazem outras caras de vozes iguais

Dias assim, de branco-marfim,
são ondas que açoitam sem fim
escavando perolas no mar de mim
desaguando a saudade (esse sal que arde)

Bendito seja, meu santo,
todo encanto de primeira
me lave a maré do pranto
e a dor que doi na cabeleira
Vem tirar-me os quebrantos
antes da segunda-feira
Vem me tirar os quebrantos
que hoje já é sexta-feira

Dias assim me fazem voltar
me fazem seguir
me fazem parar
Passam por mim e me fazem calar
me fazem sorrir
me fazem chorar
me fazem lembrar
do cheiro de mar
de um lugar sem par.


D.V.
06/98

Copyright © 2003-2010 Dulce Valverde
All Rights Reserved

DULCE VALVERDE
Enviado por DULCE VALVERDE em 06/06/2006
Reeditado em 10/12/2010
Código do texto: T170190
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
DULCE VALVERDE
Estados Unidos, 46 anos
391 textos (10861 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 08:41)
DULCE VALVERDE