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Frenesi

reluto na lua um luto sem beira, impotente e intransigente num tipo de cegueira * e assim numa cadência em demência tento achar um fim para esse luto que tanto reluto a cada minuto em mim * fico buscando um calmante para parar pensamento frenético de um amante relutante a realidade que não realiza sua vontade * lembro daquela que seria (mas não queria que fosse) a última dança (que ainda me balança) quando tocou um toque de veludo verdejante somente nos ardentes limites de nossos braços cheios de lampejos de desejos sem limites * imagino então que frio e vazio e vontade e saudade não rimam em vão mas sim por terem tamanha afinidade e finalidade * não mais cantarei aquele canto pois perdi o encanto quando o acaso fez descaso e jogou o canto no canto do quarto(-de-lua-minguante) que mingua não só a lua mas também a rua-caminho onde passaríamos como pássaros cantando esse encanto * mas sei que cada dia é um insistente dia novo de novo e o tempo levará esse temporal pois o giro sempre certeiro do ponteiro que trás a tarde também encarde a vontade * mas por fim o único casal que ficou forte nessa história afinal é a minha luta e meu luto (conjugo e derivo lutar em reluto)
Augusto Sapienza
Enviado por Augusto Sapienza em 15/07/2006
Reeditado em 15/07/2006
Código do texto: T194614

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Sobre o autor
Augusto Sapienza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
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