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Ficção

Não me permito dirigir palavra ardente,
Tampouco deflagrarei esse amor latente;
Já não sinto essa maldade agora presente,
E o louco medo absurdo e tão patente.

Por que choro, quando me sinto assaz contente?
Mas a cura dessa dúvida em mim candente;
Faz-me novo, dia após dia mais valente,
Se te inoculo do veneno da serpente.

Minha deusa, como prevejo em ti ausente,
O calor que a face resulta de repente,
Triste mistério, lava de vulcão fervente;

Como ousas ser a dona de tal vertente?
Se sou fraco, não me culpes por ser solvente,
Só te amei por intrepidez e dor demente.
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 03/06/2005
Código do texto: T21931

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351740 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
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Nel de Moraes