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Entardecer

Ouve minha voz de canto embargada,
suplico que não me mates em ti jamais
pois meu germem do lirismo vive ainda
contigo matrimônio inventado na Paz!

Entardeço, a solidão me leva esvaindo
e vou feliz feito uma criança amparada
por teu coração futurecido se abrindo
nos brotos aromados da nova aurora!

Não me mates que nunca te deixarei
o oco da ausência por mais de um dia,
em ti,feito débil entardecer morrerei
par’outra vez ressuscitar em alegria!

Tantas vezes morri,da morte ressurgi,
como tu,que dos látegos se fez florir
e do imprevisível instante sem porvir,
tudo se remodelou na graça, espargi!

Para sonhar-te colorido em meus tons,
na mádida frescura no término do dia,
no palor da fímbria dos instintos bons,
deixa viver o meu canto em nostalgia!

Santos-SP-30/08/2006
Inês Marucci
Enviado por Inês Marucci em 30/08/2006
Código do texto: T229129
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Sobre a autora
Inês Marucci
Santos - São Paulo - Brasil, 54 anos
584 textos (23406 leituras)
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Inês Marucci