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Seringueiro

Num documentário qualquer, há tanto tempo . . . 
lá estava o velho sertanejo.
Seringueiro do mato. Comido pela selva.
Desossado pela vida.

Eu tinha pouco mais de uma década
e vi com assombro que o velho matuto
tocava a rebeca com os olhos fechados.
Nele eu percebi a sensibilidade que a miséria deixara-lhe de troco.

Tão brasileiro quanto eu. Ou mais.
Viveu a selva que eu não vivi. Sentiu a pobreza como a que eu vi.
Mas eu, velho, não tive rebeca.

Saudade de quê, velho? Do Brasil que tinha selva?
Do Brasil que ao toque da rebeca deixava o sentimento sair?
Velho da seringueira e da rebeca, a tua saudade de que não sei

eu acho que herdei.
Fabio Renato Villela
Enviado por Fabio Renato Villela em 01/09/2006
Código do texto: T230558
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio Renato Villela
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
1758 textos (329680 leituras)
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4 e-livros (4102 leituras)
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Fabio Renato Villela

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