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               Poema da etérea noite Yelda

Eu já não sei ser poeta
Porque todos os dias se foram
Quando foram os versos teus.
Mesmo que eu fizesse poesia ou mil versos falados
Eu não me mostraria como dia, meu vestido é prateado,
Pois bem sabes, meu amado,
Que desde a tua ida o sol em mim se estancou.
E como se Deus paralisasse aquele dia
A noor dos meus olhos se apagou,
Morreu em mim a poesia,
Jamais cheguei à primavera,
O céu nunca mais amanheceu.
E nem mais um só pássaro cantou.

Agora como é que eu vivo, meu amado?
Longe de ti divago
Entro e não saio dessa noite a te procurar.
E por mais que eu me esforce,
Eu nunca acordo para te encontrar.
E num sonho de agonia e linda magia
Ainda vivo a noite clara em que tu cantavas
Aos pés da minha cama me fazendo tua dama
Para depois com arte e manha meus gemidos roubar.

E agora, oh meu amado, me diz o que é que eu faço,
Pois preciso te encontrar.


Brasília, 28/08/2006.

Para  o homem que atiça minha mente e colore minhas telas

Ilustração: As virgens de Gustav Klimt - 1905 
Divina Reis Jatobá
Enviado por Divina Reis Jatobá em 13/09/2006
Reeditado em 02/02/2007
Código do texto: T239682

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Sobre a autora
Divina Reis Jatobá
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 55 anos
289 textos (39970 leituras)
6 áudios (1218 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 16:25)
Divina Reis Jatobá