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SAUDADE

Sinto saudade daquele
Guarda-chuva automático,
De abrir com o polegar...

Eu vivia pedindo chuva,
Só para abrir o guarda-chuva...

Numa noite fria, ela veio,
Eu acordei e estreei
Meu guarda-chuva de botão,
Com pijama de flanela,
Chinelo de dedo, com meias,
E guarda-chuva de abrir
Com um toque de pressão,

Assim, com o dedo da mão...

A chuva durou meia-hora,
Tempo para contar uma história...

O tal guarda-chuva que se abria
Com um toque do dedo da mão,
Causa grande saudade...
Saudade do guarda-chuva...

Foi um dia embaixo dele,
Que eu lhe dei uma carona,
Levei você pela rua,
Numa sensível emoção...

Só o guarda-chuva bendito,
Testemunhou o rubor em silêncio
De nós dois inaugurando o amor...
E ainda mostrou-me o lugar
De manter ocupada a mão...
Perto do botão que o abria,
Mantendo minha boa ação...
E o futuro daí em então...
Que saudade do grande favor
Que o guarda-chuva nos prestou.

Não foi pelo aparar dos respingos;
É que daquele dia em diante,
Ao seu lado até hoje estou.

Só que eu, desastrado,
Ao invés de tê-lo guardado,
Acabei esquecendo o coitado
Nem lembro mais onde foi,
Numa tarde de calor....






José Carlos De Gonzalez
Enviado por José Carlos De Gonzalez em 30/09/2006
Reeditado em 27/05/2007
Código do texto: T252772
Classificação de conteúdo: seguro

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SAUDADE 23 - José Carlos De Gonzalez
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Sobre o autor
José Carlos De Gonzalez
Itu - São Paulo - Brasil, 66 anos
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José Carlos De Gonzalez