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Cadê você?

Introdução.
Encarar, de perto, a morte de um ente querido, é uma das provas mais difíceis a que é submetido o ser humano. É o momento em que mais clara e indubitavelmente se tem a noção exata do quanto somos impotentes. É o atestado de nossa pequenez ante o inevitável. Difícil é sair sem traumas de um evento desses...

Hoje faz um ano, são tantos dias...
Eu ainda sinto as horas tão frias...
Você indo, inexoràvelmente,
E eu... desesperada, impotente!

A frase de amor, soprada em segredo
Alma escorrendo pelo vão dos dedos
Tal como areia... Quem vai segurar?
E você? Onde sua luz foi parar?

Ó Deus, por que somos tão limitados?
Tempo... desejos...pensar...são atados!
Um sopro tênue, tão frágil, fugaz...
Apagando-se... E eu?  Incapaz!!!

Corações  já não têm um só  compasso...
Enquanto o primeiro  vai passo a passo
O outro tenta detê-lo - em vão
Cabe esse amor em um só coração?

O peito contrai-se: que é aquilo?
Buscando expandir-se para segui-lo.
Acompanhar essa chama quem há de
Nas cegas brumas da eternidade?

Cruel solidão, de asas feridas...
Deita seu manto sobre duas vidas:
Uma que  vai... rumo à eternidade.
A outra se esvai... na dor da saudade!

Serelepe
Enviado por Serelepe em 01/11/2006
Reeditado em 15/12/2006
Código do texto: T279199

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Sobre a autora
Serelepe
Curitiba - Paraná - Brasil
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Serelepe