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Mar berço meu
Que eras verde
No tempo
Em que eu velava,
Amparava e sorria...
Hoje és vagante cinza

E eu meiga
Guardando amarras
Na memória
Dos compassos
Em que os braços
Nus, heróicos,
Rumavam sendas aos lemes
E puxavam os velames
Se nos teus ocasos roxos
Te desvendavas em ouros.

Grita esfaimada a gaivota
Sobre a muda calmaria
Que só areia vislumbra....
Minha vela fulge ainda

Mas sozinha, desabrida.
Sopra o vento de nortada
As estrelas jazem na bruma
Nenhum farol luz na barra

Mas hei-de virar o Cabo
E hei-de marcar este dia
De Bojador desvendado!

Passei de além amargura
Nada de pior me resta,
Só posso esperar

Ventura!








Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 14/11/2006
Reeditado em 24/01/2008
Código do texto: T290802
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
1238 textos (130522 leituras)
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Maria Petronilho

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