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A HORA DAS ACÁCIAS

“A morte no rosto de meu pai
era uma flor de cera derramada..."
Walmir Ayala.

Meu coração está aqui,
neste olhar de espanto.
Triste estou por tua ausência,
Pai,
tuas espaldas largas,
o coração escondido.

O espelho, todas as manhãs,
mostra-te em mim.
Sei de ti por ele,
que me recorda o passar dos dias
e a presença antiga de teus ais
em minha vida.

Nesta permanente inquietude
não posso conter a tristeza.
Quem te chama no horizonte
é o mesmo menino possesso.

Bordo a túnica do passado
com o ouro não sabido.
No curso inexorável do tempo,
a única herança é a lágrima.

– Do livro O POÇO DAS ALMAS. Pelotas: Universidade Federal - UFPEL, 2000, p. 72.
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdesaudade/42182
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 12/08/2005
Reeditado em 21/06/2015
Código do texto: T42182
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709723 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 04:01)
Joaquim Moncks