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Menino

Menino

Como queria ser menino!
Deixar rolar pelo chão,
o meu pião.
Minhas bolas de gude,
na calçada
e gritar: Marraio! Filido! Sô rei!

Ah! minha meninice
Comprar coco partido
na quitanda
e pedir pedras de gelo
pra chupar...

Tomar muito picolé,
até ter a boca dormente
e dizer: " Quero mais!
Que calor!"

Olhar as meninas catitas
que passavam e me davam bola
e eu orgulhoso, qual moleque cheiroso
já encenava  calças compridas...

A matinê de domingo,
o algodão doce,
o bala baleiro. Quem vai comprar?

E assim comprava as ilusões,
dentro de um saco de pipoca
e o estourava sorrindo
até cansar.

A zoeira da praça
a carona dos bondes que passavam
e o trocador atrás dos seus tostões

Ah! Como queria ser menino...
não ter nada na cabeça
só amor de pai e mãe
e jurar para o seu padre
que não pecava mais.

E os beijinhos na Ritinha,
escondidos atrás do muro
beijos poéticos
de estalar suas bochechas.

Estou aqui, meus amigos,
jamais os deixarei!
Meu pinho está parado,
mas a festa continua,
no bailar celestial
que recomponho
minha outra vida.

Vim para marcar presença
e para dizer que os amo
que jamais os deixarei,
nessa ciranda da vida,
pois morte não há
É só uma viagem
até o próximo bonde
onde nos encontraremos outra vez.

Eda Carneiro da Rocha
" Poeta Amor'
Poeta Amor
Enviado por Poeta Amor em 13/08/2005
Código do texto: T42399

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Sobre a autora
Poeta Amor
Araruama - Rio de Janeiro - Brasil, 81 anos
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Poeta Amor