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Soneto à minha velha infância.

"Quando eu era menino,
falava como menino,
sentia como menino,
pensava como menino;
mas quando me tornei homem,
acabei com as coisas de menino.
           - I Coríntios 13:11.



Anos passaram apressados por mim!
Espalhando pedaços meus em terras distantes:
Modificando-me tanto que por instantes,
Nem percebi quando chegaram ao fim.

Deixei velhos sonhos no passado:
Antigas manias e brinquedos da infância.
Contudo, agora, busco na solidão da distância
Encontrar bons amigos que por lá tenham ficado.

Percorrerei campos molhados com cheiro de terra e flor,
Limparei a poeira de velhos livros e onde eu for
Cantarei aquela inesquecível canção de amor.

Retornarei a um tempo em que a pureza e ingenuidade
Não haviam sido corrompidas pela exacerbada sensualidade.
Há um mundo vívido guardado apenas em minha saudade!


Canindé, CE. 27 de agosto de 2005.







Copyright by Apollu Stefanno
Enviado por Copyright by Apollu Stefanno em 27/08/2005
Reeditado em 29/08/2005
Código do texto: T45542

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Sobre o autor
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João Pessoa - Paraíba - Brasil, 40 anos
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