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Jardins

Talvez a minha vida sem ti não passasse de um bosque escuro e silencioso
Com a penumbra da alma nas reveses da tortura.
Talvez me calasse o coração
Engomasse o meu corpo
Cozesse a minha boca
E desfiasse os olhos até restarem deles o vazio.
Talvez definitivamente me perdesse
Sem asas e às avessas
Sem grãos de milho no chão a seguir,
Sem coração
Sem mãos
Sem voz
Nos braços da loucura
Insanidade profunda
Talvez a minha vida fosse aquela tépida flor
Que desnuda a alma desaguando na natureza do teu jardim
Que destoa das crenças que me fizeste outrora acreditar
Quando ainda eu acreditava em sonhos
Em raízes coloridas
Enchendo o pensamento pelo orvalho da manhã
Quando ainda visionava o mundo
Sorria
E a alma amava intensamente a tua
Serena
Pura
Em jardins verdes imensos
Luzes intensas
Apertando o corpo à vida
Em que eu ria
Ria tanto....
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 03/09/2005
Código do texto: T47345
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7239 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 18:01)
Joana Sousa Freitas