UMA RÉSTIA DE LUZ

Uma réstia de luz que entrava

Pelo buraco da telha quebrada

Batia na parede e projetava

Figuras um tanto engraçadas.

Que tinham vários formatos

Dependendo do momento

E, diante daqueles fatos,

Viajava o pensamento.

Por que, somente de dia,

Com o Sol pleno a brilhar?

Aquelas figuras eu via,

E me despertava o sonhar?

E à noite, para onde iam,

Aquelas figuras engraçadas?

Por que, só em noite de Lua cheia,

Apareciam meio acanhadas?

Na inocência de criança

Não conseguia entender,

Que a projeção da luminança

Fazia tudo acontecer.

E hoje, muito tempo após,

Tudo me volta à lembrança,

Bate-me uma saudade atroz,

Do meu tempo de criança!

Ilha Solteira/SP

22/10/2014 – 10:43h

Daniel L Oliveira
Enviado por Daniel L Oliveira em 22/10/2014
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