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Desperto e ferido

A cada vez que em mim domestico seu eu,
E pra cada da vez que uma luta termina,
Mais uma vez vejo-me punido como Prometeu,
Que de por desafiar quem mais pode, teve triste sina.

Ai de mim! Que ele inda de seu fim,
Teve companhia abrupta, mas consoladora,
De musa devastadora, de inefável nephelin!

E eu sob cortinas de voal,
Com alicerces de babel,
De lâmina vorpal,
De onde escorre meu fel!

Mas que há de fazer?
A quem recorrer?
Como não me perder?
Infante coronário, só querer...

Enfim mais uma pagina,
De épico picotado,
História sem lógica...
Onde até o amor vem apaixonado....
Gustavo Fernandes
Enviado por Gustavo Fernandes em 11/10/2005
Código do texto: T58894
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Sobre o autor
Gustavo Fernandes
Olinda - Pernambuco - Brasil, 34 anos
55 textos (2018 leituras)
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Gustavo Fernandes