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PALAVRAS





As tuas palavras...
Como podias adivinhar o que me ia na alma?
Qual era a mágica que usavas
Para me encantar com tudo o que dizias?
Semelhante a um ébrio,
Eu bebia tudo o que me dizias
E por vezes a emoção era tanta
Por me ver assim desnudo
Que eu sentia que tu eras um verdadeiro presente de Deus
Pois tanta compreensão assim eu tinha apenas sentido
Quando estava na presença do Todo-Poderoso!
Puro, desnudo, entendido e aceito em corpo e alma.
Sentia que enfim possuía um correspondente mortal encarnado
E entre tantos bilhões, tínhamos enfim nos encontrado.
Agora, só tenho a dor da tua ausência, e o teu silêncio.
Por que te calaste?
O que agora me resta?



Lágrimas de sangue.


Anjo Zero
Enviado por Anjo Zero em 24/08/2007
Código do texto: T622110

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Sobre o autor
Anjo Zero
Campinas - São Paulo - Brasil
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Anjo Zero