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MEU PRIMEIRO AMOR

Como dói a saudade, ela permanece em mim,
Como eram puros  os doces carinhos
Do meu primeiro amor!
 
Naquelas tardes-noites na pracinha da igreja,
Sentados num banquinho cercado de flores,
Olhávamo-nos mutuamente...
 
Era o início da minha adolescência,
Num misto de timidez, medo e inocência
Ensaiávamo-nos os primeiros passos
 do amor...
 
Eu sorria para ela e ela sorria para mim,
Eu roubava um beijo dela
Ela ruborizada sorria feliz... Era assim,
Um beijo nervoso,
Mas, cheio da mais pura paixão...
 
A lua presenciava aquelas cenas
Enquanto pulsava forte o meu coração...
Aqui acolá, um gostoso abracinho,
E um cheiro de carinho...
 
Mas, tudo passou...
Já se vão tantos e tantos anos!
Não se frequentam mais as pracinhas
Já não já se namora com romantismo...
 
Agora, cada qual na sua casa,
Na frente de um computador,
Já não existe mais romantismo no amor
Tudo, agora, é sem nexo
A internet comanda os amores,
Nos programas orkuts e msn's,
Está o ABC do sexo...
 
Não exitem mais os banquinhos
Refiro-me os banquinhos dos jardins do amor...
A adolescência acha brega falar de inocência,
Já aprenderam tudo no computador...
 
Na vida tudo pode ter mudado,
Mas, está indelével no meu coração,
Nele, muito bem guardadas,
As saudades do meu primeiro amor...
 
Tarcísio Ribeiro Costa
Tarcísio Ribeiro Costa
Enviado por Tarcísio Ribeiro Costa em 25/08/2007
Código do texto: T623820
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Sobre o autor
Tarcísio Ribeiro Costa
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Tarcísio Ribeiro Costa