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EXPIAÇÃO

A tarde lenta se arrasta pra noite
Madrugada chegará igual doída
No coração a agonia do açoite
Na triste alma dilacera a ferida

Tal artista no palco todo o tempo
Mostrando alegria a muito banida
Tenta digerir qualquer contratempo
Maquiando-se sagaz e atrevida

Cativo nas feridas de minh’alma
Receando os vis espinhos das rosas
O meu peito abafa e finge essa calma
Sentindo o toque de asas majestosas

Mas, não quero despertar piedade
Castigo cruel! Por que ser assim?
Não percebe o alarido da verdade
Ah! Como fazer-te entender enfim?


Tânia Regina Voigt
Enviado por Tânia Regina Voigt em 03/09/2007
Reeditado em 11/04/2009
Código do texto: T637097

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Sobre a autora
Tânia Regina Voigt
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
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Tânia Regina Voigt