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CASINHA DA MINHA SAUDADE

Deus, hoje bateu uma saudade.
Duma casinha tão simples.
Era um pedacinho de céu.
Hoje bateu uma saudade.
Dum tempo bom de verdade.
Por que descobrimos as coisas tão tarde?
Hoje bateu uma saudade do gramado.
Dizias: sou teu eterno enamorado.
Bateu uma saudade da árvore na frente da janela.
Vinha o vento e fazia festa nos galhos.
Os ramos balançavam.
E nossos corações.
Eram festas sim.
Eram canções.
Hoje bateu uma saudade da casinha branca de janelas azuis.
Duns meninos traquinas.
Duns pães que enquanto assavam deixavam a vizinhança com água na boca.
E as bolachinhas então! Parece que cheiravam em todo quarteirão.
Estou com saudade da trepadeira cor-de-rosa, das florinhas brancas que enfeitavam toda a frente da casa.
Estou com saudades de um tempo que ninguém tira de mim.
E nada devolve.
Uma casinha onde eras meu rei, eras majestade.
E eu a rainha dos teus dias, rainhas de tuas noites...
Casinha branca. Tudo acabou.
Tudo acabou, mas na minha lembrança tanta coisa ficou.

SONIA DELSIN
Enviado por SONIA DELSIN em 13/09/2007
Reeditado em 08/04/2011
Código do texto: T650916

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Sobre a autora
SONIA DELSIN
São Carlos - São Paulo - Brasil
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SONIA DELSIN