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Anos Sessenta

Meu bem, eu deveria mascar um chiclete
E te encontrar lá pelas tantas na lanchonete
Iluminar tua vida como quem admira uma cena
Pois a vida só é bela mesmo na tela do cinema

Meu bem, eu deveria causar mais alarde
E te convidar para tomar um sorvete no fim de tarde
Assistir aos entardeceres sem me preocupar tanto
Cantar mesmo que desafinado para aliviar teu pranto

Meu bem, eu deveria juntar-me a teus amigos
Cometer mais erros, correr mundo, correr perigo
Sentir a brisa e andar sem destino pelas estradas
Porque o êxtase de viver é ter a liberdade alcançada

Meu bem, eu deveria rasgar meus planos
E te chamar para ouvirmos aquela canção de Caetano
Baby, quanto tempo perdemos em sonhos vãos
Enquanto a vida escapa entre os dedos de nossas mãos

Meu bem, eu deveria provocar mais alegria
Beber até tarde da noite, dançar e namorar até o fim do dia
Arranjar dois ingressos para irmos juntos à matinê
Ou sair por aí sem hora para chegar, sem nada a perder

Meu bem, eu deveria ousar muito mais
Transformar meu caminho, mudar o que não me atrai
Banhar-te de amor o que a vida não te acalenta
Meu bem, eu deveria ter vivido os dourados anos sessenta
Paulo Antonio Barreto Junior
Enviado por Paulo Antonio Barreto Junior em 17/09/2007
Código do texto: T655798
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Sobre o autor
Paulo Antonio Barreto Junior
Salvador - Bahia - Brasil, 46 anos
417 textos (6218 leituras)
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