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Ouvindo Dorival Caymmi

Ouvindo Dorival Caymmi

Tenho uma dor rival de Caymmi.
Uma dor de cair em mim,
de chegar à beira do amor
e não saber mergulhar.
 
Andei, por andar andei...

Beirei riachos e fontes,
margeei lagos e mares,
reguei as flores de ontem,
chorei por  tê-las plantado.

Ah! Como andei!

Cortei o próprio umbigo,
Procurei abrigo na chuva,
busquei na uva a verdade
que o vinho diz revelar,
nas no barril só encontrei bagaços,
cascas de fruta amassada,
pedaços de um quebra-cabeças,
que não me levaram a nada.

Andei, por andar, andei ...

Desci aos meus porões.
No escuro de minha solidão,
pari uma tristeza amarga,
que vive sugando meu peito
feito filha bastarda.
Marilda Confortin
Enviado por Marilda Confortin em 23/09/2007
Código do texto: T665398

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Sobre a autora
Marilda Confortin
Curitiba - Paraná - Brasil
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