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Minha Terra

Apesar da ausência

Mantenho a procedência

Em meu coração,

No mundo sou veterano

Meu sotaque é lusitano

Apesar de ser cigano

É em Sousa que vou parar.

 

Minha terra meu romance

Meu amor meu andeja

Que o chão me fez pisar,

Minha infância minha dança

Na brisa fresca da sombra,

Rio de águas mansas

Onde fui batizado!

 

Lá na terra nada é alto

Tudo é plano

E a chuva é um romance

Amando o lençol branco

Que o sol faz secar.

 

O povo é puritano,

Não se pratica o engano

Porque a justiça dos homens

Não permite escorregar.

 

As árvores são exóticas

Na urbe vê-se o agaroba

Que sobrevive sem água

A espera do dia chegar.

 

Terra calma pouco intriga

Quem é de lá que o diga

Da paz que reina no lugar,

A cidade é sorriso

Andas a pé sem perigo

Terra boa de morar.

Ulisses Maia
Enviado por Ulisses Maia em 26/09/2007
Reeditado em 26/09/2007
Código do texto: T669754

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Sobre o autor
Ulisses Maia
Luanda - Luanda - Angola, 54 anos
903 textos (71433 leituras)
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Ulisses Maia